Estudos da contemporaneidade 2 / Metodologia: Tecnologia da informação para comunicação e pesquisa.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Educação, tecnologia, direito ao conhecimento.
Entrevista com Ladislau Dowbor onde discute os temas da democratização da mídia, do direito à informação local, e do potencial das novas tecnologias. Entrevista concedida à Rede Vida.
Novas tecnologias de informação e comunicação.
Chamam-se de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) as tecnologias e métodos para comunicar surgidas no contexto da Revolução Informacional, "Revolução Telemática" ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidas gradativamente desde a segunda metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 1990. A imensa maioria delas se caracteriza por agilizar, horizontalizar e tornar menos palpável (fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores) para a captação, transmissão e distribuição das informações (texto, imagem estática, vídeo e som). Considera-se que o advento destas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da "sociedade da informação". Alguns estudiosos já falam de sociedade do conhecimento para destacar o valor do capital humano na sociedade estruturada em redes telemáticas.
São consideradas NTICs, entre outras:
os computadores pessoais (PCs, personal computers)
- as câmeras de vídeo e foto para computador ou webcams
- a gravação doméstica de CDs e DVDs
- os diversos suportes para guardar e portar dados como os disquetes (com os tamanhos mais variados), discos rígidos ou hds, cartões de memória, pendrives, zipdrives e assemelhados
- a telefonia móvel (telemóveis ou telefones celulares)
- a TV por assinatura
- TV a cabo
- TV por antena parabólica
- o correio eletrônico (e-mail)
- as listas de discussão (mailing lists)
- a internet
- a world wide web (principal interface gráfica da internet)
- os websites e home pages
- os quadros de discussão (message boards)
- o streaming (fluxo contínuo de áudio e vídeo via internet)
- o podcasting (transmissão sob demanda de áudio e vídeo via internet)
- esta enciclopédia colaborativa, a wikipedia, possível graças à Internet, à www e à invenção do wiki
- as tecnologias digitais de captação e tratamento de imagens e sons
- a captura eletrônica ou digitalização de imagens (scanners)
- a fotografia digital
- o vídeo digital
- o cinema digital (da captação à exibição)
- o som digital
- a TV digital e o rádio digital
- as tecnologias de acesso remoto (sem fio ou wireless)
- Wi-Fi
- Bluetooth
- RFID
- EPVC
Interatividade
De modo geral as novas tecnologias estão associadas à interatividade e a quebra com o modelo comunicacional um-todos, em que a informação é transmitida de modo unidirecional, adotando o modelo todos-todos, em que aqueles que integram redes de conexão operacionalizadas por meio das NTIC fazem parte do envio e do recebimento das informações. Neste sentido, muitas tecnologias são questionadas quanto a sua inclusão no conceito de novas tecnologias da informação e comunicação, ou meramente novos modelos de antigas tecnologias.
As novas tecnologias, relacionadas a uma revolução informacional, oferecem uma infra-estrutura comunicacional que permite a interação em rede de seus integrantes. Numa rede, no entanto, geralmente são descartados modelos em que haja uma produção unilateral das informações que serão somente repassadas aos outros terminais de acesso. Este modelo é considerado reativo e não interativo e aparece mesmo na internet, disponibilizados pelos conhecidos portais, e agências midiáticas que disponibilizam suas informações e serviços pela Internet tão somente.
As novas tecnologias e a Comunicação
É difícil prever o impacto que terá nelas, embora já se possam antever alguns contornos: maior facilidade e rapidez de acesso à informação, melhor coordenação de colaboradores dispersos geograficamente, por exemplo, integração e automatização dos processos de negócio a montante (fornecedores) e a jusante (clientes), incremento da possibilidade de participação dos colaboradores nas atividades de gestão dos seus superiores hierárquicos, etc.
As novas tecnologias parecem favorecer a tendência para as empresas terem fronteiras cada vez menos demarcadas em relação ao seu meio ambiente, a trabalharem cada vez mais "em rede" com outras empresas e, dentro delas, os seus colaboradores também trabalharem cada vez mais "em rede".
As novas tecnologias de comunicação levam a educação a uma nova dimensão. Esta nova dimensão é a capacidade de encontrar uma lógica dentro do caos de informações que muitas vezes possuímos organizar numa síntese coerente das informações dentro de uma área de conhecimento. Agilidade na questão de domínio do raciocínio lógico em grandes empresas com informações importantes para o crescimento da mesma.
CMI - Centro de midia independente.
O CMI Brasil é uma rede de produtores e produtoras independentes de mídia que busca oferecer ao público informação alternativa e crítica de qualidade que contribua para a construção de uma sociedade livre, igualitária e que respeite o meio ambiente.
O CMI Brasil quer dar voz à quem não têm voz constituindo uma alternativa consistente à mídia empresarial que frequentemente distorce fatos e apresenta interpretações de acordo com os interesses das elites econômicas, sociais e culturais.
A ênfase da cobertura é sobre os movimentos sociais, particularmente, sobre os movimentos de ação direta (os "novos movimentos") e sobre as políticas às quais se opõem.
A estrutura do site na internet permite que qualquer pessoa disponibilize textos, vídeos, sons e imagens tornando-se um meio democrático e descentralizado de difusão de informações.
Vale a pena dar uma conferida no documentario da CMI sobre a invação dos Estados Unidos ao Iraque.
Mídia Independente em Tempos de Guerra
"Independent Mídia in a Time of War"
(EUA, 2003, 30min Direção: Amy Goodman)
Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/static/about.shtml
A ênfase da cobertura é sobre os movimentos sociais, particularmente, sobre os movimentos de ação direta (os "novos movimentos") e sobre as políticas às quais se opõem.
A estrutura do site na internet permite que qualquer pessoa disponibilize textos, vídeos, sons e imagens tornando-se um meio democrático e descentralizado de difusão de informações.
Vale a pena dar uma conferida no documentario da CMI sobre a invação dos Estados Unidos ao Iraque.
Mídia Independente em Tempos de Guerra
"Independent Mídia in a Time of War"
(EUA, 2003, 30min Direção: Amy Goodman)
Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/static/about.shtml
Tv pública e a educação.
Durante muitos anos, ele comandou a mais bem- sucedida experiência de TV pública no Brasil. Ex-presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura de São Paulo, Jorge da Cunha Lima foi um dos convidados do Seminário Nacional Cinema e Educação, realizado no início de outubro, na Escola de Belas-Artes. Cunha Lima, que continua ligado à Fundação Padre Anchieta como presidente do seu Conselho Curador, participou de mesa-redonda que discutiu o papel da TV na educação.
Pouco depois de sua intervenção no seminário, ele concedeu a seguinte entrevista ao BOLETIM, na qual abordou as diferenças entre o jornalismo praticado nas redes educativas e o das emissoras comerciais e manifestou esperança no casamento entre a TV _ inclusive a comercial _ e a produção alternativa.
sociedade, tendo em vista a influência que o meio exerce nas pessoas. O brasileiro adora ver televisão, uma criança assiste a no mínimo quatro horas diárias de TV. Assim, não podemos deixar que a programação fique na mão de meia dúzia de pessoas. A democratização pode vir por meio de leis que inibam o monopólio, associadas às ações dos governos, que precisam dar força muito mais do que têm dado até agora à TV
pública. A televisão pública é a grande saída para a produção alternativa. Mas, sem apoio da sociedade e do governo, fica muito difícil desenvolvê-la.
Que espaço a TV Cultura de São Paulo vem reservando a produções alternativas?
Estamos iniciando um processo inovador. A televisão brasileira em geral, a comercial, produz tudo que está na sua programação e concede muito pouco espaço ao produtor independente. A TV Cultura foi a primeira a abrir as portas para o produtor independente. Hoje, temos veiculado documentários de altíssima qualidade técnica e jornalística. Agora, também estamos fazendo dramaturgia com a produção independente, como foi o caso de Galera (série adolescente que se passa numa escola pública).
Acho que essa é uma forte tendência na TV brasileira para os próximos anos. A Globo, por exemplo, está desenvolvendo uma experiência de produção independente, a série Cidade dos Homens . Isso pode abrir caminho para outras emissoras, o que será muito bom para a televisão e para a sociedade.
Pouco depois de sua intervenção no seminário, ele concedeu a seguinte entrevista ao BOLETIM, na qual abordou as diferenças entre o jornalismo praticado nas redes educativas e o das emissoras comerciais e manifestou esperança no casamento entre a TV _ inclusive a comercial _ e a produção alternativa.
Qual é o papel da TV na educação, principalmente a televisão pública?
A TV pública tem papel importante na educação complementar do homem. Ela não deve cumprir papel de escola, nem substituir a aula presencial, mas precisa preparar o homem para ter uma visão crítica da sociedade e exercer sua cidadania. A educação formal é um problema da escola, do Estado, da sociedade e não especificamente um problema da televisão, sobretudo da TV cultural. Esta exerce o papel de formação do homem em três vertentes: educação, cultura e informação. No nosso caso, a informação está associada ao que chamamos de jornalismo público. Mas o jornalismo é, por excelência, uma atividade pública...
Esse conceito, na verdade, atribui à informação o papel de compreensão dos acontecimentos e não o espetáculo da notícia. Nas televisões comerciais, o que interessa é o espetáculo, a emoção, e o tempo é muito rápido. Na TV pública, a notícia deve versar mais sobre as causas, necessita de mais tempo para ser assimilada, não importa a velocidade. Com relação à cultura, a TV pública deve privilegiar os produtos da identidade nacional, as produções artísticas que revelem a identidade e não as consagradas no mercado comercial da arte. Estas já estão na televisão privada. A educação na TV é para formação, permitindo, inclusive, a transformação de grandes cursos de cultura em programas de televisão. A TV pública tem o dever de oferecer algo mais para o cidadão, um conteúdo que vai além da formação curricular.De que forma a inclusão do ensino do cinema e do audiovisual nas escolas pode ajudar a melhorar a educação no Brasil?
Hoje, a segunda alfabetização é audiovisual. Zita Carvalhosa ( cineasta e produtora ) que desenvolve experiência muito interessante na periferia de São Paulo, defende a tese de que o jovem leva um tempo enorme para se alfabetizar, enquanto precisa de apenas três meses para mixar um produto audiovisual. Além disso, é uma linguagem inteiramente dominada pelos interesses do mercado. É muito importante que haja nas escolas nova visão do audiovisual. Por isso, conteúdos da área devem ser ensinados nas escolas e universidades. O que o senhor acha das produções alternativas audiovisuais?
Acabei de conhecer a fantástica experiência do Núcleo de Cidadania Jovem. Ela comprova que a base da sociedade está aprendendo a falar a nova linguagem do cinema e do vídeo. É evidente que esses produtos são muito mais espontâneos que os profissionais. Mas essas pessoas, para se tornarem atores e autores, precisam adquirir conhecimento técnico. O que pode ser feito para viabilizar a democratização da produção audiovisual no país, em termos de criação e acesso?
No mundo inteiro, há um progressivo monopólio da produção audiovisual. São cerca de dez grupos familiares tomando conta da televisão. Isso é um perigo, porque a padronização da televisão traz péssimas consequências àsociedade, tendo em vista a influência que o meio exerce nas pessoas. O brasileiro adora ver televisão, uma criança assiste a no mínimo quatro horas diárias de TV. Assim, não podemos deixar que a programação fique na mão de meia dúzia de pessoas. A democratização pode vir por meio de leis que inibam o monopólio, associadas às ações dos governos, que precisam dar força muito mais do que têm dado até agora à TV
pública. A televisão pública é a grande saída para a produção alternativa. Mas, sem apoio da sociedade e do governo, fica muito difícil desenvolvê-la.
Que espaço a TV Cultura de São Paulo vem reservando a produções alternativas?
Estamos iniciando um processo inovador. A televisão brasileira em geral, a comercial, produz tudo que está na sua programação e concede muito pouco espaço ao produtor independente. A TV Cultura foi a primeira a abrir as portas para o produtor independente. Hoje, temos veiculado documentários de altíssima qualidade técnica e jornalística. Agora, também estamos fazendo dramaturgia com a produção independente, como foi o caso de Galera (série adolescente que se passa numa escola pública).
Acho que essa é uma forte tendência na TV brasileira para os próximos anos. A Globo, por exemplo, está desenvolvendo uma experiência de produção independente, a série Cidade dos Homens . Isso pode abrir caminho para outras emissoras, o que será muito bom para a televisão e para a sociedade.
Prouca.
Programa que leva computadores às escolas terá R$ 660 milhões
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou dois decretos regulamentando a Lei 12.249, de 14 de junho de 2010. O primeiro cria o Programa Um Computador por Aluno (Prouca), e o outro institui o Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional (Recompe). A cerimônia de lançamento do programa aconteceu no final da tarde desta sexta-feira, 23, em Caetés, Pernambuco.
A partir da lei, estados e municípios poderão adquirir os equipamentos portáteis da empresa selecionada por edital, que será publicado pelo MEC nas próximas semanas. Para incentivar a compra, o Governo Federal oferece R$ 660 milhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e uma série de incentivos fiscais. O Programa Um Computador por Aluno teve início em 2008, em fase experimental, em cinco cidades: São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Piraí (RJ) e Palmas.
Para a segunda fase do projeto, foram adquiridos 150 mil computadores para estudantes de 300 escolas da rede pública de ensino. Essa aquisição faz parte da política nacional de tecnologia educacional do MEC, que promove o uso pedagógico de informática na rede pública de ensino fundamental e médio, oferecendo infraestrutura, capacitação e oferta de conteúdos educacionais. A distribuição começou em maio deste ano e até agora foram entregues 77.051 mil laptops, em escolas públicas de todas as regiões. Até o final do ano serão entregues 72.949 equipamentos.
A infraestrutura de acesso à internet sem fio vai sendo instalada à medida que os computadores são entregues na escola. Posteriormente, professores recebem capacitação para uso do equipamento e utilização dessa tecnologia no processo pedagógico escolar. Em todo país serão formados 6.650 professores, em 227 municípios. Em Pernambuco, estão sendo capacitados 395 professores, de 15 escolas, em 10 municípios.
O modelo do laptop possui quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de até 1,5 kg, além de ser equipado para rede sem fio e conexão de internet. O custo de cada equipamento foi de R$ 550. O investimento total foi de R$ 82 milhões.
As escolas beneficiadas na segunda fase piloto do programa foram escolhidas pelas secretarias estaduais (duas da rede por estado) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Seis municípios participam de outro projeto piloto, o UCA Total: Barra dos Coqueiros (SE), Caetés (PE), Santa Cecília do Pavão (PR), Tiradentes (MG), São João da Ponta (PA) e Terenos (MS). Nestas cidades todas as escolas municipais e estaduais receberam o laptop. A experiência será acompanhada e avaliada para futura ampliação do programa.
Assessoria de Comunicação Social
Leia a íntegra da Lei 12.249
A partir da lei, estados e municípios poderão adquirir os equipamentos portáteis da empresa selecionada por edital, que será publicado pelo MEC nas próximas semanas. Para incentivar a compra, o Governo Federal oferece R$ 660 milhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e uma série de incentivos fiscais. O Programa Um Computador por Aluno teve início em 2008, em fase experimental, em cinco cidades: São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Piraí (RJ) e Palmas.
Para a segunda fase do projeto, foram adquiridos 150 mil computadores para estudantes de 300 escolas da rede pública de ensino. Essa aquisição faz parte da política nacional de tecnologia educacional do MEC, que promove o uso pedagógico de informática na rede pública de ensino fundamental e médio, oferecendo infraestrutura, capacitação e oferta de conteúdos educacionais. A distribuição começou em maio deste ano e até agora foram entregues 77.051 mil laptops, em escolas públicas de todas as regiões. Até o final do ano serão entregues 72.949 equipamentos.
A infraestrutura de acesso à internet sem fio vai sendo instalada à medida que os computadores são entregues na escola. Posteriormente, professores recebem capacitação para uso do equipamento e utilização dessa tecnologia no processo pedagógico escolar. Em todo país serão formados 6.650 professores, em 227 municípios. Em Pernambuco, estão sendo capacitados 395 professores, de 15 escolas, em 10 municípios.
O modelo do laptop possui quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de até 1,5 kg, além de ser equipado para rede sem fio e conexão de internet. O custo de cada equipamento foi de R$ 550. O investimento total foi de R$ 82 milhões.
As escolas beneficiadas na segunda fase piloto do programa foram escolhidas pelas secretarias estaduais (duas da rede por estado) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Seis municípios participam de outro projeto piloto, o UCA Total: Barra dos Coqueiros (SE), Caetés (PE), Santa Cecília do Pavão (PR), Tiradentes (MG), São João da Ponta (PA) e Terenos (MS). Nestas cidades todas as escolas municipais e estaduais receberam o laptop. A experiência será acompanhada e avaliada para futura ampliação do programa.
Assessoria de Comunicação Social
Leia a íntegra da Lei 12.249
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15703:programa-que-leva-computadores-as-escolas-tera-r-660-milhoes&catid=222
A internet e a educação.
A INTERNET E A EDUCAÇÃO
Vera Lúcia Fernandes de Brito
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A Internet é uma invenção do mundo moderno que veio para ficar. Positiva ou negativa? Esta reposta depende do modo como é apropriada, para que fins seus usuários a utilizam.
O seu emprego na educação é também uma faca de dois gumes. Pode servir de instrumento para permanência da atual realidade do ensino brasileiro ou ser a porta de entrada para a revolução educacional que tanto se deseja; tornando ferramenta para uma prática pedagógica democrática, construída a partir do trabalho conjunto entre professores, alunos e toda a comunidade escolar, visando uma educação eficiente e responsável pela construção de cidadãos conscientes, capazes de lutar por seus direitos e de cumprir para com seus deveres.
Os usuários da Internet têm nas mãos a mais rápida e atualizada biblioteca do mundo, contudo se é a mais indicada depende de como os seus pesquisadores a usam, pois se for explorado todo o seu potencial e este revertido em favor da ação educativa, como pesquisas, visitas virtuais a museus, cidades distantes, grandes centros urbanos, locais impossíveis de serem visitados pela maioria de nossas crianças, esta tornará uma grande aliada do professor na tarefa de revolucionar nosso modo de educar, mas, para que isso ocorra é necessário que os profissionais de educação estejam preparados para utilizar de modo benéfico a poderosa invenção deste fim de século.
É de suma importância despertar o interesse de professores e alunos para a Internet, investindo para isso na capacitação dos docentes, de modo que tenham consciência de que usar a internet não é apenas abrir páginas, copiá-las de forma automática, e sim que ela sirva de meio para despertar a criatividade, o interesse pela leitura, escrita e que contribua para a melhoria de todo o processo ensino-aprendizagem.
A educação brasileira precisa ser reformulada o mais rápido possível; precisamos investir numa Gestão Participativa, onde todos possam contribuir para a melhoria da escola. Neste modelo de gestão, professores, pais, alunos e funcionários trabalham em conjunto para a solução dos problemas, dentre os quais pode-se destacar a reprovação, evasão e o analfabetismo funcional. O gestor participativo desenvolve em todos que o cerca a auto-estima , a confiança e tem na liderança participativa seu meio principal de ação. Neste contexto é que entra a Internet como meio para essa transformação desejada; juntar a “Gestão participativa e a Internet” é o que precisamos para reverter o triste quadro em que se encontra a educação do país, em especial a situação das escolas públicas, e mais ainda, das escolas públicas periféricas.
Faz-se necessário aqui, explorar um pouco o outro lado da grande rede virtual (internet), o lado obscuro, utilizado por pessoas que querem tirar proveito de tudo, sem medir esforços, nem observar a quem irá prejudicar. Um exemplo claro do uso indevido e criminoso da Internet é a Pedofilia (sexo com crianças) e a prostituição na Rede. Este é outro aspecto pelo qual os profissionais de educação precisam está atentos e tenham a capacidade de perceber algo de errado e orientar corretamente seus alunos, para que não caiam em armadilhas programadas por internautas inescrupulosos e que muito lucram com atividades ilícitas.
Não somente a Internet, como qualquer outro recurso tecnológico, o vídeo, a televisão, apresentam resultados duais, a depender do modo como os usuários deles usufruem.
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